Entenda mais sobre Sistemas Fotovoltaicos On-grid (Conectados à rede)

O verão chegou e gostaríamos de apresentar algumas informações sobre o sistema fotovoltaico, inclusive preços para divulgar como este investimento em equipamento para sua residência ou comércio é vantajoso financeiramente e ecologicamente.


A conta de luz utiliza o kWh como unidade de medida para cobrança (1000W por hora, ex.: Ar condicionado de 10.000 BTUS ligado por uma hora).


O valor do kWh cobrado pela Light no Rio de Janeiro está em aprox. R$ 1,00 (R$ 0,98212 em Dezembro/2019) e este valor varia para menos ou mais conforme critérios da distribuidora e da agência reguladora ANEEL.


Dentro desse valor estão embutidos diversos encargos e impostos estaduais e federais. Os encargos representam 60% e impostos 40%. Dentro dos encargos estão a tarifa de energia, chamado de TE e a tarifa de uso do sistema de distribuição, chamado de TUSD. Na distribuição é cobrado a manutenção da rede elétrica, subsídios para aperfeiçoamento do sistema elétrico e as perdas, como os "gatos" ou furtos de energia que são rateados por todos os usuários. Aproximadamente 25% da energia da Light é perdido ou furtado ao longo da rede de distribuição.


Existe a contribuição de iluminação pública, relativa a quantidade de kWh consumidos durante o mês; As bandeiras tarifárias a cada 100 kWh, que mudam conforme os reservatórios das hidrelétricas e compensação pelo uso de termelétricas de matrizes de combustíveis fósseis; E redução de imposto como incentivo para quem consome menos que 300 kWh (ICMS cai de 31% para 18%, reduzindo o valor do kWh de R$ 1,00 para R$ 0,85).


Por lei é cobrado uma taxa mínima, chamada de taxa de disponibilidade de 30 kWh para medidores monofásicos (residências com poucos eletrodomésticos) e 100 kWh para medidores trifásicos.


O sistema fotovoltaico consiste em módulos/placas que captam a irradiação solar e geram energia, inversor automatizado que transforma esta energia para ser utilizado pelos eletrodomésticos e equipamentos elétricos. Também possui disjuntores que protegem a conexão contra descargas elétricas e variações na rede.


Quem possui telhado ou laje pode investir na aquisição desse equipamento, chamado de Kit Fotovoltaico e gerar sua própria energia. O valor total inclui a compra dos equipamentos indicados conforme o espaço disponível e cálculo do consumo médio mensal; Projeto a ser entregue à distribuidora (Light ou Enel) para obter autorização para conexão à rede; E instalação por técnicos capacitados para execução deste serviço.


O dimensionamento da quantidade de placas considera a produção média de 40 kWh/mês/cada posicionadas para a direção Norte. As placas atualmente estão com potência de 330W, sendo que há disponível junto aos fornecedores opções com maior potência até 400W, indicadas para quem possui pouco espaço para instalação. Quando posicionadas para a direção Leste ou Oeste, a produção média são de 35 kWh/mês/cada e para o Sul são 30 kWh/mês/cada. Isto ocorre devido ao movimento do sol ao longo do dia e estações do ano. Outras variantes influenciam na produção para obter a média, como as condições climáticas entre dias sem nuvens e dias nublados, umidade do ar e temperatura ambiente; E proximidade com a linha do Equador, logo a região Sudeste é mais favorecida que a região Sul do Brasil. O Nordeste é muito privilegiado devido à insolação e Centro-Oeste devido às épocas de estiagem.


Nossos Kits fotovoltaicos iniciam com 6 placas, no valor total de R$ 13.000,00. Geram em média 240 kWh/mês atendendo um consumo mensal de aprox. 340 kWh, com objetivo de evitar ultrapassar a taxa de disponibilidade. O retorno do investimento são de 5 anos e a durabilidade do sistema são de mais de 25 anos. As linhas de financiamento em até 60x podem chegar de acordo com a análise de crédito à parcelas fixas no mesmo valor ou um pouco acima da economia na conta de luz, mas obviamente o retorno do investimento estende devido aos juros, atualmente na faixa de 1,2% a.m. Ainda é utilizado como estratégia de marketing o termo "sem juros", mas não existe empréstimo sem juros por financeiras.


A melhor relação custo-benefício começa com Kits com 8 placas, no valor total de R$ 14.700,00. Geração média de 320 kWh/mês e retorno do investimento em menos 4 anos. A parcela em 60x pela BV Financeira está na faixa de R$ 389,00, logo a economia de R$ 320 na conta de luz fica bem próxima. Se eventualmente as taxas de juros caírem, seria uma perda de oportunidade adiar a aquisição de sistema fotovoltaico e continuar pagando (ou alugando) energia para a concessionária.


Linhas como do BNDES, com juros bem mais baixos como a do Fundo Clima, são de difícil acesso para quem reside no Rio de Janeiro, pois somente os bancos públicos como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil podem efetuar este financiamento. Infelizmente estes bancos não aderiram a esta linha por critérios próprios, como taxa de risco de inadimplência, por exemplo. Os recursos do BNDES costumam ser tomados por bancos públicos e projetos na região Centro-Oeste, em grande parte para empresas/CNPJ. Uma característica importante é que os equipamentos precisam ter percentual de itens nacionais, já existente nos fornecedores, mesmo quando o cliente dispõe de Cartão BNDES.


Como investimento, a taxa de retorno mensal são de aprox. 2,18%. Muito melhor do que aplicação em renda fixa ou poupança, atualmente em 0,5% ao mês. Em Kits Fotovoltaicos com melhor relação custo-benefício com 16 placas, por exemplo, o retorno do investimento são de 38 meses (3 anos e 2 meses) e taxa de retorno de 2,62% a.m.


Para finalizar este post, informamos que a regulamentação da Microgeração distribuída, como é chamada a conexão desses sistemas até certa potência junto à concessionária; Ou Geração Distribuída (GD), existe cobrança de imposto ICMS sobre a energia injetada, mas não de encargos e outros impostos. A ANEEL estará revisando a forma de cobrança em 2020 e se for aprovada, as alterações no valor não serão aplicadas até 2030 para quem já possui o sistema até a publicação em diário oficial. Está em vigor a isenção de IPI e ICMS para a compra dos Kits Fotovoltaicos (subsídio), da mesma forma que ocorreu com veículos e eletrodomésticos da linha branca há alguns anos atrás. Os argumentos à favor da energia solar e outras matrizes como a eólica são a não emissão de gases de efeito estufa em relação a geração com combustíveis fósseis das termelétricas, descentralização da geração de energia (seu excedente de energia injetada na rede é fornecida aos vizinhos), estabilidade da rede (menos sobrecarga aos transformadores), menor necessidade de ampliar a rede devido aumento de consumo/demanda ao longo dos anos, redução de perdas em relação à distância entre as usinas hidrelétricas, termelétricas e nuclear aos consumidores, matriz energética inesgotável, limpa e gratuita (a energia utilizada durante o dia não é taxada, somente o excedente injetado na rede da concessionária).


Ainda há pouca informação sobre este mercado nas mídias e muita notícia tendenciosa, inclusive por empresas do segmento de energias limpas e sustentáveis, que causam temor a quem planeja investir nesses equipamentos. O que temos que confirmar é que as vantagens compensam gerar sua própria energia do que continuar "alugando" das concessionárias.


A energia gerada é utilizada simultaneamente pelos eletrodomésticos durante o dia e somente o excedente (geralmente 2/3 da produção) é injetado na rede. Enquanto o kWh está em R$ 1,00 para quem não tem o sistema instalado, o valor da energia injetada de dia e fornecida/devolvida à noite custa aproximadamente R$ 0,15 devido ao ICMS.


Exemplo de nosso sistema de 32 placas em nossa sede, que está reduzindo para R$ 200,00 a conta de luz que seria de R$ 1.400,00.


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